Conclusão
O que a auditoria achou, em ordem de importância
A contagem confere urna a urna, mas há uma anomalia que não fecha: a transferência de votos para Lula é historicamente atípica.
1. A contagem está certa. Os 499.178 boletins publicados pelo TSE, decodificados do arquivo binário original, somam exatamente o resultado oficial em todos os 5.688 municípios. Cada boletim confere com o registro voto a voto da mesma urna e com a assinatura digital que a própria urna emitiu. Cada boletim é um arquivo único (499.178 hashes distintos, nenhuma cópia). A aritmética interna de cada boletim fecha em 3.030.554 conferências (votos + brancos + nulos + legenda = comparecimento), nos dois turnos.
2. A conta da virada fecha em zero — e por isso não houve geração de votos. Lula subiu 10.376.873 e Flávio 3.721.737; juntos precisaram de 14.098.610 votos. Havia exatamente isso para receber: 9.321.882 votos dos candidatos eliminados no 1º turno + 4.776.728 de aumento dos votos válidos (2.960.756 votantes a mais + 1.815.972 brancos e nulos que viraram voto). Sobra: zero. Nenhum voto sem origem, nenhum faltando. Os 73,6% que Lula captou do bolo são uma média de situações opostas: onde o candidato de direita Caiado era fraco, ele captou 95,9%; onde Caiado era forte, 63,8% (correlação −0,28). Ou seja: Lula cresceu menos onde a direita era mais forte — a assinatura de transferência real de voto, não de fabricação. O último dígito dos votos e do ganho é uniforme (χ² 5,2 e 7,4) e ganhos múltiplos de 100 são 1 caso contra 4.966 esperados.
3. A prova mais forte: 2026 é o mapa de 2022. Comparado ao 2º turno de 2022 — mesma disputa presidencial, mesmos municípios — o 2º turno de 2026 tem correlação de 0,988 e desvio médio de 2,83 pontos. O próprio 1º turno de 2026 se afasta mais de 2022 (4,59 pontos). O Nordeste ficou em 69,4% nos dois anos. Apenas 2 municípios do país destoam 5 desvios do próprio estado a favor de Lula (7.016 votos) e 1 a favor de Flávio. Para haver fraude, ela teria de ter reproduzido o mapa de 2022 município por município — o que só é possível se os votos forem verdadeiros.
4. As denúncias não se sustentam. As 3.031 seções com até 10 votos para Flávio: 2.443 já eram assim no 1º turno, o comparecimento e a liberação sem digital são iguais aos das vizinhas, e o log de todas as 3.031 urnas foi aberto voto a voto — nada. Os números iguais em Brasília: 64 pares no 2º turno contra 73 no 1º, quando não havia virada, e em nenhum par a urna física é a mesma. Os votos “surgidos”: em 41.457 urnas Lula ganhou além dos votos livres, mas em todas elas Flávio perdeu pelo menos o mesmo tanto — é eleitor que mudou de lado ou que faltou num turno.
5. O que existe de real — e não é fraude eleitoral:
- 8 votos que o eleitor confirmou e a urna não gravou (6 no 1º turno, 2 no 2º). A urna é desligada pela chave logo depois. Os logs são autênticos — o SHA-512 de cada um está dentro do arquivo assinado pela urna. É falha operacional, sem pendor de candidato.
- 4 urnas do Rio (zona 162) que carregaram a mesma mídia de resultado, gerada no mesmo segundo. Mas cada uma tem urna, certificado, chave e boletim próprios e assinados, e os resultados são normais para a zona. Sem explicação do TSE, sem forja comprovada.
- 52.767 boletins impressos (imgbu) que apareceram no índice do TSE e depois foram retirados: hoje respondem “arquivo não encontrado”. É a única peça que ligaria o papel ao arquivo digital, e é lacuna de transparência.
- Uma seção no Piauí (Campo Maior, z16 s33) com 59 títulos de quem já havia votado digitados em 20 minutos. A urna recusou todos e 7 votos entraram no período. Nenhum voto a mais.
Ver a página das anomalias em detalhe →
5d. Urnas re-registradas depois da eleição. O índice de cada urna tem data de registro: em 99,4% é 25/10/2026. Mas 0,68% (81 em 11.991 examinadas, ~3.372 no país) têm registro em 26, 27 ou 28/10 — depois da eleição. 100% delas listam o imgbu.dat; 0% o entregam. Teste que fiz para não acusar errado: essas urnas não têm viés de candidato — no total Lula aparece com 58,1% (país: 52,1%), mas controlando por estado a diferença é −1,19 pp (t = −0,88, sem significância), levemente a favor de Flávio. O viés era composição geográfica (PA, AM, BA, PE). É irregularidade documental, não vantagem eleitoral. Por estado: PA 26, AM 20, BA 15, PE 10, MA 4, PR 4, RS 2.
5c. O boletim impresso: indexado e retirado.
5b. O que o TSE não publica.
6. A anomalia que eu levantei — e que depois enfraqueci. Em 869 municípios onde o comparecimento caiu, o ganho de Lula equivalia a 114,5% do estoque disponível. Mas ao refazer a conta no nível de seção (20.744 seções com queda de 10+ votantes), o número cai para 33,3% — e nelas Flávio perdeu −118.313 votos contra uma queda de comparecimento de −367.755: ele perdeu mais votos do que a própria abstenção, que é o retrato de abstenção seletiva. A correlação entre variação de comparecimento e ganho é +0,63 (Lula) e +0,50 (Flávio), positiva para os dois. A leitura de 114,5% era artefato de agregação municipal. Corrigi a mim mesmo: a página de anomalias traz o teste completo, incluindo esta correção.
6b. O teste que faltava: os dois motivos de desconfiança também aparecem em eleição de governador. Aplicadas aos 6 segundos turnos de governador de 2026 e aos 12 de 2022, as mesmas contas mostram que (i) virar o 1º turno não é raro: em 2022, 4 dos 12 líderes do 1º turno perderam o 2º (MS, PE, RS e SE — 33%); em 2026, 2 de 6 (RN e TO); e (ii) captura acima de 100% também acontece com dado oficial: o governador eleito no Tocantins capturou 174,6% do estoque disponível (168,9% somando os boletins urna a urna) — a mesma métrica que deu 114,5% na agregação municipal presidencial e 33,3% no nível de seção. Em 2022, o vencedor do RS capturou 83,7% e o de SC 72,8% (mediana dos 12: 57,4%). Lula capturou 73,6%, dentro da faixa dos vencedores de governo. Ou seja: os dois indicadores que sobravam não distinguem a eleição presidencial de uma disputa estadual comum — e uma fraude só na presidencial teria de ter deixado uma marca que os governos não têm. Ver na página de anomalias →
6c. O controle interno: presidente e governador na mesma urna. Nas 6 UFs com 2º turno de governador, a mesma urna votou os dois cargos no mesmo dia, com o mesmo eleitorado. O comparecimento é idêntico entre os cargos em 95,4% das urnas, e o nulo/branco anda junto: em 39.729 urnas, nenhuma tem descolamento acima de 5 desvios binomiais entre as duas disputas. Se voto válido tivesse sido acrescentado, a taxa de nulo da presidencial cairia sozinha naquelas urnas. E a hipótese de "mídia replicada em centenas de urnas" caiu ao ser medida pelo serial da MR: o "mesmo segundo de geração" aparece em 1.537 urnas, mas o mesmo arquivo só aparece em 8 — todas com resultado dentro de ±1,85 dp da própria zona.
6d. O mesmo controle no país inteiro: o rastro da fraude está vazio. No 1º turno toda urna votou presidente e governador no mesmo dia, com o mesmo eleitorado. Comparando os nulos das duas disputas na mesma urna (480.576 urnas), nenhuma tem o nulo da presidencial abaixo do esperado — 165 acima de +4σ, mas 0 abaixo de −4σ (nos brancos, 0 abaixo de −4σ e 280 acima). Acrescentar voto válido derrubaria o nulo da presidencial sozinho; isso não acontece em nenhuma urna do país. E nenhuma das 23.673 mídias de resultado foi gerada depois da eleição (a mais recente é 24/10), o que fecha a leitura das 81 urnas re-registradas no portal: re-registro administrativo, sem regerar mídia.
6e. O comparecimento dos 5 cargos e a réplica de 2022 por zona. Nas 490.926 urnas do 1º turno com os 5 cargos, o comparecimento é idêntico nos cinco em 96,6%; nas demais, o presidente tem sempre o maior (eleitor em trânsito) — 0 urnas com um cargo de baixo acima do presidente e 0 com os cargos estaduais divergindo entre si. E a comparação com 2022, feita agora zona por zona (6.185 zonas), mantém correlação 0,985 e desvio médio de 2,83 pp, com 99,1% das zonas dentro de 10 pp.
6f. O arquivo bruto não mente: 499.178 boletins com estrutura perfeita. Reli o arquivo binário de cada urna (não o resultado decodificado) e validei a estrutura BER: 0 arquivos fora do padrão, 0 com bytes sobrando, 0 com mais de um bloco de resultado na mesma eleição (teste que não existia — o decodificador antigo sobrescrevia duplicatas), 0 com tipo de voto desconhecido e 0 com soma diferente do comparecimento. E o controle dos "gêmeos" ganhou duas eleições proporcionais: comparando os nulos da presidencial com os de deputado federal e deputado estadual na mesma urna, 0 urnas aparecem abaixo de −4σ — o lado do sinal de fraude continua vazio.
6g. A segunda via oficial confere — e o número da urna também. O TSE publica o resultado seção por seção também no portal de dados abertos ("Boletim de Urna"), como CSV. Baixei os 28 arquivos do 2º turno (todos com SHA-512 conferido) e cruzei com o nosso boletim decodificado: 499.178 seções, zero divergência em comparecimento, aptos, votos dos dois candidatos, brancos e nulos — cerca de 3 milhões de conferências entre duas cadeias independentes. O mesmo arquivo traz o número da urna de cada seção: nenhuma urna física aparece em dois lugares (as 2 únicas repetições são seções agregadas do exterior). E os horários oficiais não têm incoerência real: encerramento na regra das 17h de Brasília, zero emissão fora do dia, zero antes do encerramento.
6h. Três testes novos na base oficial, todos negativos. (i) As 7.083 seções que encerraram 60+ minutos depois da hora modal do estado não têm pendor de candidato: comparadas com as normais dentro do mesmo município, a diferença mediana na fatia de Lula é −0,6 pp (47,9% positivas) — fecha a leitura "Bolívia" pela hora de encerramento. (ii) O código de carga é praticamente um por urna: 499.180 valores distintos em 499.205 seções, e os únicos repetidos são as seções agregadas do exterior — nenhuma mídia serviu cidades diferentes. (iii) Voto sem biometria habilitada: 6,73% do país, e a associação com a fatia de Lula é nula (correlação +0,06; confronto direto −1,8 pp, no lado oposto).
6i. A virada foi matematicamente impossível? Fui atrás, cidade por cidade — e não é. 217 municípios tiveram Flávio ganhando o 1º turno e Lula virando o 2º: nelas Lula somou +812.914 e Flávio +265.025 (perdeu voto em 30). A maior é a cidade do Rio (Lula +373.626). Mas a conta fecha ao voto: no país, ganho de Lula (+10.376.694) + ganho de Flávio (+3.721.538) = 14.098.232, exatamente igual aos 9.316.747 votos dos eliminados + 4.781.485 de novos votos válidos — sobra zero, e Flávio não perdeu voto no país. E o espelho de 2022 relativiza: 257 municípios foram virados na direção oposta (Lula ganhou o 1T e Bolsonaro virou o 2º), com assimetria de ganho de 3,21× contra os 3,07× de 2026 — a mesma "quantidade absurda", a favor do outro lado. Nas seções (31.394 viradas), o maior swing é de +72 votos. Veredito: a transferência foi grande e concentrada, mas não há voto sem origem — matematicamente, a virada é possível e fecha em cada município.
6j. "A massa de gente não muda o voto" — o histórico diz que muda, e mais do que em 2026. Conferindo os dois turnos por candidato: em 2014 Aécio ganhou +16,1 mi de votos entre os turnos, e Dilma +11,2 mi; em 2018, Haddad +15,7 mi; em 2022, Bolsonaro +7,1 mi; em 2002, Serra +13,7 mi; em 2006, Lula +11,6 mi (e Alckmin perdeu 2,4 mi). A transferência de 2026 — Lula +10,4 mi — é menor que a de 2014 e a de 2018, e o acréscimo total (14,1 mi) é quase metade do de 2014 (27,4 mi). Pelo tamanho, 2026 é menos extraordinário que aqueles anos. O que destoa é a divisão: 74% do acréscimo para o vencedor, contra 30–43% em 2010–2022 (mas em 2006 o vencedor ficou com ~126%). Isso depende de quem eram os eliminados — centro-direita — cujo eleitorado migrou para Lula, o inverso de 2022, quando o acréscimo foi para Bolsonaro.
6k. O 1º turno inteiro cruzado com a via oficial: 2,49 milhões de conferências, zero divergência. Baixei os 28 arquivos do 1º turno do "Boletim de Urna" dos dados abertos (4,7 GB, todos com SHA-512 conferido) e comparei com a nossa decodificação, cargo a cargo (presidente, governador, senador, deputado federal e estadual, com todos os candidatos, brancos, nulos e legenda): 2.490.766 pares, 0 divergências. Sobraram 30 seções que só existem no CSV — e todas têm explicação: são totalizadas pelo Sistema de Apuração (o pacote delas traz busa em vez de bu.dat), marcadas com junta/turma "1" contra "-1" em todas as outras 2.490.776. São 28 do exterior e 2 de Minas (Belo Horizonte e Piedade dos Gerais), registradas em 15/10/2026. Somando o 2º turno de governador (39.739 seções, 0 divergências), passam de 3 milhões as conferências entre a publicação oficial e a nossa, sem uma única diferença. Detalhe na página de anomalias.
6l. O mapa do 2º turno, as 5 cargas no dia e o leia-me oficial. No arquivo oficial do 2º turno: 499.205 seções, todas "Apurada"; a conta interna aptos − abstenções = comparecimento fecha em 100%; e o código de junta/turma é "1" só nas 27 seções do exterior (as sem bu.dat). O único ponto fora do padrão: 5 seções tiveram a carga da urna em 25/10, o dia da eleição (contra 15/09–24/10 em todas as outras) — todas Totalizada, com arquivos publicados e votação normal; o leia-me do TSE explica o campo ("a urna original ou uma urna de contingência"). Exceção documentada, 0,001%, sem efeito na contagem. E extraí o leia-me (43 mil caracteres): #NULO = −1, #NE = −3, ZZ = exterior, VT = trânsito, `NR_URNA_EFETIVADA` = urna original ou de contingência; o TSE agradece à ABCP pela verificação independente dos arquivos. Ver as 5 seções →
6m. O senador como trava, e as cargas no dia (agora com o 1º turno). Cada eleitor vota em dois senadores, então os votos de senador têm de ser exatamente 2× o comparecimento em cada urna: nas 497.761 urnas do 1º turno a razão é 2,000 em todas (mínimo, mediana e máximo) — 0 fora do intervalo e 0 com zero voto. É uma trava adicional: qualquer voto inserido ou removido teria de manter a regra dos dois votos em todas as urnas. E a checagem das cargas no dia, agora nos dois turnos: 7 seções no 1º turno (04/10 — 4 em Santa Catarina) e as 5 do 2º (25/10) — 12 de 998.381 (0,0012%), nenhuma carga depois do dia. Controle do arquivo oficial: aptos − abstenções = comparecimento em 3.800.511 linhas do 1º turno e nas 499.205 seções do 2º, zero exceções.
7. O que não é verificável com os dados públicos. O boletim impresso foi retirado do ar. A cadeia de certificados não vai até a raiz do TSE porque os certificados das ACs não são públicos. E voto em duplicidade entre seções diferentes não é testável: nem o boletim nem o RDV trazem o número do eleitor. A chave privada da urna não existe nos arquivos — fica no módulo seguro do equipamento. Nenhuma dessas lacunas, porém, muda a conclusão dos itens 1 a 3.
PRESIDENTE · BRASIL
Fonte: arquivos públicos do TSE
Conferência encerrada em 26/10/2026
Problemas encontrados
Do mais grave ao menos grave · clique para detalhes
Clique numa cidade do mapa para ver o 1º e o 2º turno.
Resultado de cada teste
| Porcentagens redondas (Kobak) | normal |
| Último dígito, por estado | normal nos 27 |
| Soma dos BUs x oficial | idêntica |
| Urnas “perfeitas demais” | 751 Lula × 90 Flávio |
| Benford 2º dígito | não se aplica a urnas pequenas |
| Rozenas (porcentagens em frações simples) | normal: 6,41% observado = 6,41% esperado |
| Benford 1º dígito por município, Lula | normal nos dois turnos (χ² 12,8 e 8,1) |
| Benford 1º dígito por município, Flávio | falha igual nos dois turnos (χ² 85,6 e 80,4): padrão estrutural que já existia quando ele liderava; não explica a virada |
| Inclinação de enchimento (cada eleitor a mais vira voto de quem?) | Lula +0,76 / Flávio +0,46 — enchimento daria +1,00 / 0,00 |
| Caudas extremas dos resíduos (±5σ) | simétricas: 38 a favor de Lula, 39 de Flávio |
| Manipulação na transmissão (teste usado na Bolívia 2019 e no Quênia 2017) | dentro de cada zona, as urnas que chegaram depois davam +0,86 pp a Lula no 2º turno e +0,85 pp já no 1º — a virada foi igual (+0,01 pp): é perfil do lugar, não manipulação |
| Consistência espacial (virada de cada município x vizinhos) | virada suave no mapa (Moran 0,57); municípios que destoam >3σ dos vizinhos: 12 a favor de Lula, 27 a favor de Flávio |
| Dispersão das urnas no município (Myagkov/Ordeshook/Shakin) | estável: 2,10 no 1º turno, 2,03 no 2º; 12 municípios mais uniformes e 7 mais espalhados, sem padrão |
| RDV x BU no 2º turno, todas as urnas | 499.177 de 499.178 conferidas, 0 divergências (falta só Ipu, sem RDV publicado) |
| Votos no log x boletim, urna a urna (23.718 logs do 2º turno + 6.696 do 1º; 7,5 milhões de votos contados um a um) | no 2º turno, 23.597 idênticos e 121 diferenças, todas urnas de contingência (o log começa na troca, sem zerésima); no 1º turno, 6.665 idênticos e 31 de contingência; 0 urnas com voto a mais em qualquer turno |
| Voto antes da abertura ou da zerésima | nenhum; nas urnas de contingência a zerésima foi emitida na urna original, antes da troca |
| Relógio do log voltando para trás | 2 casos, ambos de arquivo: 1 ajuste de 25 s na carga da mídia, antes de qualquer voto, e 1 log com dois trechos fora de ordem |
| Urna encerrada e reaberta para votar / zerésima emitida duas vezes / voto com menos de 15 s do anterior | nenhum caso nos 30.414 logs. Menor intervalo entre votos no país: 18 s — nenhuma urna vota em velocidade de máquina (os intervalos têm variação de fila normal, mediana do coeficiente de variação 1,17) |
| Voto computado sem eleitor habilitado antes (voto sem gente) | nenhum em 17.718 urnas: 4.349.796 votos para 4.350.097 habilitações — sempre há um eleitor habilitado antes de cada voto; onde o log tem menos votos que o boletim são as 107 urnas de contingência |
| Voto confirmado pelo eleitor mas não computado pela urna | 8 casos (6 no 1º turno, 2 no 2º): a urna é desligada pela chave com o voto confirmado e ele não é gravado. Controle pareado: nas mesmas 6.084 urnas, 5 no 1º turno e 0 no 2º |
| Log do 1º turno x boletim do 1º turno (6.696 urnas) | 6.665 idênticos; 31 com votos a menos, todas com marcador de contingência; 0 com voto a mais; 0 votos sem eleitor habilitado |
| Boletim copiado de outra seção (MD5 dos 499.178 arquivos brutos) | 499.178 hashes distintos, 0 repetidos: nenhum boletim é byte a byte igual a outro |
| Mídia de resultado (MR) repetida entre seções (23.718 urnas) | 3 seriais em 8 urnas; todo o resto tem MR única. O caso maior: 4 urnas da zona 162 do Rio com a mesma mídia C928805E, do mesmo computador. Sem contingência, resultados normais — a verificar |
| Mídia de votação da urna (MV) repetida entre seções | 23.679 seriais distintos para 23.675 urnas, nenhum repetido |
| Chave pública de assinatura repetida entre urnas (254 amostradas) | 254 chaves distintas e 254 certificados distintos, nenhuma repetida — cada urna tem identidade própria. As 4 urnas do Rio que compartilham a mídia de resultado têm chaves diferentes |
| Serial no certificado da urna x serial declarado no boletim (254 urnas) | bate em 254 de 254: o certificado de cada urna é emitido para o número de série daquela urna (AC URNA, AC UE2020 e AC UE2022) |
| Hash do LOG dentro do arquivo assinado pela urna (68 urnas, incluindo os 8 de voto perdido) | 68 urnas testadas, 67 baixadas com sucesso (1 falha de conexão): 100% das 67 têm o SHA-512 do log dentro do vota.vsc assinado, com assinatura válida. O texto do log usado na auditoria é o que a urna assinou |
| Chave privada da urna | não existe nos arquivos públicos e não é extraível: fica no módulo seguro da urna. Com a chave privada de uma urna se forjaria o documento de uma urna, não os 499.178 — a conferência cruzada de BU, RDV e total oficial continuaria acusando |
| Imagem do boletim impresso (imgbu), que ligaria o papel ao digital | listada em 52.767 urnas (10,6%), todas recebidas em 25/10; o arquivo responde 404 em todas as testadas e a maioria já saiu do índice. O bu.dat da mesma urna, na mesma pasta, baixa normalmente |
| Soma interna de cada boletim, cargo por cargo: votos + brancos + nulos + legenda = comparecimento | 3.030.554 pares (seção, cargo) nos dois turnos, 0 divergências. No 1º turno inclui os votos de legenda e a regra de 2 senadores por eleitor |
| Total nacional: soma dos boletins x resultado oficial | diferença de 831 votos (0,0006%), integralmente explicada pelas 70 seções do exterior que votam em cédula de papel e não têm boletim eletrônico. Município por município a soma é idêntica em todos os 5.688 |
| Dois arquivos oficiais do 2º turno com totais diferentes | o TSE publica dois: 21h19 (128.007.182 votantes) e 23h27 (128.236.074). O primeiro é totalização parcial; o segundo, final. A diferença de 228.892 votos é a apuração que entrou entre as duas horas — não é divergência de contagem |
| Geração de votos a favor de Lula: o ganho cabe no estoque disponível? | cabe: +10.376.540 votos contra 15.011.503 de estoque (69,1%), sobrando 4,6 milhões sem uso. Em 8,99% das seções o ganho passa do estoque local (soma +147.302); nas demais sobra (−4.782.265). Excesso líquido nacional: −4.634.963 |
| Voto gerado em lote: último dígito e números redondos do ganho de Lula | último dígito uniforme (χ² 5,2 nos votos e 7,4 no ganho, 9 gl). Ganho múltiplo de 100: 1 caso contra 4.966 esperados. Nenhuma marca de geração artificial |
| Município com a maior troca de voto exigida pela aritmética | Rafael Godeiro (RN): 221 eleitores de Flávio (17,4%) teriam de migrar para Lula, e as 11 seções dão excesso positivo (acaso 0,05%). Mas era o 159º de 167 do RN no 1º turno e continuou abaixo da mediana do estado — é convergência, não voto gerado |
| Comparecimento de presidente x governador na mesma urna (6 estados com 2º turno de governador) | 1.899 seções com diferença, e em todas o presidente tem mais votantes que o governador (eleitor em trânsito, que só vota para presidente). Nenhuma seção com governador acima do presidente em votantes ou em aptos |
| Voto em candidato válido registrado como nulo (dígitos do RDV) | 0 em 438.414 urnas: no 2º turno, 13 e 22 nunca aparecem como dígito de voto nulo para presidente (98 dígitos distintos, nenhum é 13 nem 22). Controle do método: o mesmo teste acha 171.732 nulos com 13/22 no campo de governador, onde esses números não são válidos — prova que a checagem detecta o fenômeno quando ele existe |
| Ordem dos votos no RDV x horário no log (tentativa de alinhar voto a voto) | impossível: o RDV é agregado por candidato, não guarda a sequência de votação (numa urna de voto misto os registros aparecem em blocos: 109 "13", depois 82 "22"). Não há como saber qual eleitor votou em quem, nem a hora de cada voto |
| Comparecimento entre os dois turnos, por estado | AP −8,1 pp, RR −6,0 pp, AC −5,6 pp contra mediana nacional de +1,9 pp. São os três estados com maior queda. Em todos os três Lula ganhou votos (−46.587, −24.175 e −34.676 votantes) e Flávio perdeu. Compatível com abstenção de eleitor de Flávio, mas é o padrão mais desequilibrado do país |
| Evolução de Lula por estado: 2022 → 2026 | os três estados do Norte com maior queda de comparecimento são também os que mais subiram para Lula contra 2022: AP +4,3 pp, AC +3,7 pp, RR +3,6 pp, contra BA −0,8 e CE −1,1. Mesmo padrão de 2022 para os dois lados: AP 48,6% → 52,9%; AC 29,7% → 33,4%; RR 23,9% → 27,5% |
| Urnas que transmitiram mais tarde x resultado, dentro da mesma zona (5.811 zonas) | 1º turno: +0,13 pp para Lula nas tardias; 2º turno: +0,17 pp. Diferença da diferença: +0,04 pp — o teste da Bolívia/Quênia não acusa manipulação na transmissão |
| Zonas onde Flávio perdeu votos em várias urnas ao mesmo tempo (168) | são redutos de Lula: nelas Lula teve 80,3% em 2022 contra 55,1% no resto do país. A variação 2022→2026 é a mesma (−2,4 contra −2,1 pontos): não há coordenação, é onde Flávio tinha pouco a perder |
| Eleitores identificados = votantes, urna a urna (497.897 urnas) | 0 divergências: biometria 7.251.810 + liberados à mão 111.970.333 + sem biometria cadastrada 8.632.488 = 127.854.631, exatamente o comparecimento somado. Nenhum valor negativo nem acima do comparecimento |
| Mesário identificado em mais de uma seção (23.718 urnas) | 94.419 mesários distintos: 94.367 em uma única seção, 52 em duas — todos os 52 no mesmo município, 12 em seções vizinhas |
| Eleitorado da seção mudou entre os turnos sem explicação (499.176 seções pareadas) | total nacional idêntico (158.742.146 → 158.742.145); mudanças são redistribuição: 30.781 seções ganharam e 24.940 perderam. As que mais ganharam votaram menos para Lula que as demais (virada +1,9 contra +2,9 pontos) |
| Votantes, votos computados ou eleitores habilitados acima dos aptos da seção | nenhuma ocorrência em 23.718 urnas — contagem impossível não aparece |
| Habilitações por biometria declaradas no boletim x registradas no log, urna a urna | idênticas em 17.377 das 17.590 urnas comparáveis; nas 213 restantes o boletim declara de 1 a 5 a menos que o log, e o total de votantes bate igual — é classificação entre biométrico e manual, não voto |
| Tentativa de votar de novo com título que já votou (trava da urna) | 5.233 alertas em 2.985 urnas; a urna recusou todos. Uma seção no PI concentra 59 tentativas em 20 min — nenhum voto entrou |
| Eleitor votando em duas seções (voto em duplicidade) | não testável nos dados públicos: nem o boletim nem o RDV trazem o número do eleitor. Só o log da própria urna acusa repetição, e ele recusou 100% das tentativas |
| A mesma urna nos dois turnos, pelo log (6.084 urnas) | comportamento idêntico: biometria 87,86% → 87,64%, liberação manual 6,90% → 6,88%, foto 92,06% → 91,58%; nenhuma urna com salto de 20 pontos ou mais na liberação manual |
| Voto computado depois de a urna gerar o próprio boletim (17.718 urnas) | nenhum: em nenhuma urna há voto computado depois do arquivo bu.dat ser gerado, nem bu.dat gerado antes do início do encerramento |
| Urna encerrada antes das 17h | nenhuma em 17.718; 6.782 fecharam mais de 1h depois (fila e prorrogação), sem pendor de voto para nenhum lado dentro da mesma zona (mediana −0,8 ponto) |
| Título digitado que não existe na lista da seção (17.718 urnas) | 53.954 casos (1,2% dos votos); mediana de 5,1% das tentativas, 42 urnas acima de 10% e as piores em 25–30%. Todas já falhavam igual no 1º turno (mediana +0,1 ponto) e nenhuma tem voto a mais que o boletim |
| Mídia de votação gravada fora do prazo | nenhuma (todas de 16 a 29/09) |
| Votantes sem biometria cadastrada, 1º x 2º turno | estável (nenhum salto de 25+) |
| Boletim recebido antes de emitido (47.577 urnas) | nenhum |
| Mesário votando por ausentes (rajadas no log) | nenhum caso |
| Eleitores aptos nos boletins x eleitorado oficial | idênticos nos 5.688 municípios |
| Agregação de seções mudou entre turnos | nenhuma seção |
| Governador: soma dos BUs x oficial (6 estados) | idêntica em todos os municípios com BU |
| RDV x BU nas 5.725 urnas trocadas ou recuperadas | idênticos |
| 1º turno: RDV x BU em 3.000 urnas sorteadas, todos os cargos | idênticos |
| Assinatura digital de TODAS as urnas do 2º turno (499.178), e o boletim que somamos é o mesmo que a urna assinou (cadeia até a raiz do TSE não verificada: os certificados das ACs não são públicos) | 499.178 válidas, nenhuma falha; boletim somado = boletim assinado em todas; número de série do certificado = do boletim em todas, menos 3 urnas de contingência (o log mostra a recuperação em outra urna). 1 byte alterado é detectado. Como a soma desses boletins dá o resultado oficial, nada foi mudado entre a urna e o total |
| Voto liberado sem digital (caminho para votar no lugar de outro) x ganho de Lula, mesma urna física nos 2 turnos (493.484 urnas) | cada liberação manual a mais rendeu +0,008 voto a Lula e +0,004 a Flávio (≈0); nas urnas com mais liberação manual, Lula foi pior que as vizinhas |
| Cada urna x as urnas irmãs da mesma escola (450.681 urnas em 59.885 locais) | só 2 urnas viraram 15+ pontos para Lula além das irmãs (0 para Flávio), saldo líquido de 21 votos; o desvio das irmãs é igual no 1º turno (controle) |
| Número de série da urna repetido em mais de uma seção (499.178 boletins) | nenhum: cada urna física gerou um único boletim |
| As 3.031 seções com até 10 votos para Flávio (395 mil para Lula): 1º turno, comparecimento, liberação sem digital, urnas irmãs e log de todas | redutos que já eram assim no 1º turno (2.443 de 3.031); liberação manual e log iguais ao controle; 0 urnas que mudaram só no 2º turno. Espelho: 214 seções com até 10 votos para Lula |
| Brasília: zonas e seções com o mesmo número de votos | nenhuma zona com total igual; 64 pares de seções iguais no 2º turno x 73 no 1º (acaso), todos de urnas, horários e 1º turno diferentes |
| Mais votantes que eleitores aptos na seção | nenhuma urna |
| Eleitor sem biometria cadastrada (mais fácil de ser usado por outro) x ganho de Lula, mesma urna nos 2 turnos | cada eleitor sem biometria a mais: −0,05 voto para Lula e −0,04 para Flávio (≈0) |
| Nulos por erro de digitação no RDV (“quase 13” x “quase 22”, 438.414 urnas) | erro cresce junto para os dois nas mesmas regiões (perfil do eleitor); não há excesso de votos de Flávio virando nulo |
| Urnas que só aparecem no 2º turno | 2 urnas: 325 votos Lula, 313 Flávio |
| Modelo da urna (UE2013, UE2015, UE2020, UE2022) e cada lote de 25 mil números de série x virada, dentro da mesma zona (493.484 urnas) | virada igual em todos os modelos e nos 26 lotes (entre −0,05 e +0,02 ponto, dentro do acaso); software adulterado num modelo ou lote apareceria aqui |
| “Voto espírita” (mesário votando por ausentes no fim do dia): log voto a voto das mesmas 4.096 urnas sorteadas nos 2 turnos | liberação sem digital na última meia hora: 12,3%, igual ao resto do dia (12,3%) e ao 1º turno (11,9%); nenhuma urna com salto de 5+ liberações no fim; nenhuma rajada de liberações seguidas no fim do dia; sem relação com a virada de Lula (correlação −0,003) |
| Votos depois das 17h no país inteiro (mesma amostra) | ≈36 mil contando o próprio minuto das 17h (o g1 publicou 35.521) e ≈21 mil depois das 17h01; mesmo se todos fossem de Lula e anulados, a vantagem continuaria acima de 4,39 milhões |
| “Lula cresceu em todos os estados e a abstenção não explica” (Nikolas Ferreira): ganho de Lula x votos disponíveis em cada estado | em nenhum dos 27 estados nem no exterior o ganho de Lula passa do que estava disponível ali (votos dos eliminados + queda de brancos/nulos + aumento de comparecimento); em 14 estados ele cresceu mais que os votos dos eliminados, usando ex-nulos e novos eleitores |
| Todos os tipos de evento do log, 1º x 2º turno (4.096 urnas, 2,1 milhões de votos) | nenhum evento estranho: os únicos novos são a mídia de resultado preparada entre 10 e 24/10 e lida ao ligar a urna; nenhum voto com menos de 20 s do anterior nos dois turnos |
| Urnas religadas no meio da votação, mídias preparadas perto da eleição (131 de 20/10 em diante, 5 na véspera) | virada igual à das vizinhas: −0,15, +0,10 e −0,47 ponto, todos dentro do acaso |
| “Urnas reabertas”: voto depois do início do encerramento ou urna encerrada duas vezes (8.655 logs do 2º turno) | nenhum caso |
| Votos enfiados no fim do dia em áreas de Lula? Fatia de votos depois das 15h, 1º x 2º turno (4.096 urnas) | o contrário: nas urnas mais Lula a fatia da tarde caiu mais (25,0% → 13,5%) do que nas mais Flávio (18,9% → 12,3%); filas menores com 1 cargo só |
| Casos noticiados: Parnamirim/RN (urna com a tecla 3 colada), Carneiros/AL (mesárias presas), Palmas/TO (compra de voto), Feira de Santana/BA (voto no lugar de outro), Fortaleza/CE (urna quebrada) | nenhuma urna dessas cidades com virada 15+ pontos fora da mediana local; as 7 urnas de reserva de Parnamirim têm a mesma virada da cidade e nulos digitados normais |
| Eleitores identificados na urna (com digital + liberados + sem biometria) = votantes (497.897 boletins) | iguais em todos; voto acrescentado sem eleitor identificado apareceria aqui |
| Votantes de presidente x governador na mesma urna (39.739 urnas, 6 estados) | iguais em 37.921; nas 1.818 restantes (Manaus, Brasília, Natal…) presidente tem 24.727 votantes a mais, sempre dentro dos 26.652 eleitores em trânsito, que só votam para presidente |
| 1º turno: votantes de presidente x governador, senador e deputados (1,99 milhão de pares urna-cargo) | nenhum caso impossível; diferenças só onde há eleitor em trânsito |
| 2º turno de 2026 x 2º turno de 2022 (Lula x Bolsonaro), nos 5.570 municípios — dados abertos do TSE | mapa quase idêntico (correlação 0,989); Lula +0,6 ponto no país. No Nordeste, 69,4% em 2022 e 69,4% em 2026 (sem ganho nenhum); onde mais cresceu foi no Sudeste (+1,5) e no DF (+4,5). Só 3 municípios destoam muito do próprio estado (2 pró-Lula, 1 pró-Flávio, ≈11 mil votos). A “virada” é a volta ao padrão de 2022 |
| Votos “surgidos do nada”: em cada urna (mesma seção nos 2 turnos, 442.911 urnas), o ganho do candidato cabe nos votos livres (eliminados + queda de branco/nulo + aumento do comparecimento)? | em 41.457 urnas Lula ganhou além dos votos livres (136 mil votos), e em todas elas Flávio perdeu pelo menos a mesma quantidade: é eleitor que trocou de lado ou que faltou num turno e veio no outro, não voto que apareceu. Distribuição lisa (1 voto: 11 mil urnas, 10 votos: 393), sem pico. Os 5 casos de 25+ votos se dividem (4 pró-Lula, 1 pró-Flávio: Lula −68, Flávio +66 numa urna do PI) |
| Degrau na divisa entre estados (municípios vizinhos de estados diferentes, 1.356 pares) | degraus pequenos: maior a favor de Lula no AP (+1,8 pp) e RJ (+1,2 pp); BA (−0,6) e ES (−0,8) puxam para Flávio. Mesmo aplicado ao RJ inteiro, ≈110 mil votos, contra 4,4 milhões de diferença |
| Código de carga (mídia) repetido entre urnas | nenhum: 499.178 e 304.603 códigos únicos |
| Versão do software nas 799 mil urnas dos dois turnos | a mesma em todas (10.23.0.0) |
| Arquivos publicados por urna (185.858 urnas) | boletim, log e assinatura em todas; RDV falta só em 1 |
| Total nacional x soma dos 5.757 municípios (1º e 2º turno) | idênticos; o congelamento do painel “Brasil” no 1º turno (19h14–20h04) não afetou a contagem |
| 1º turno, governador e senador: BUs x oficial | idênticos em 5.567 municípios; os 2 restantes (BH e Piedade dos Gerais, MG) têm 1 seção sem boletim publicado |
| 1º turno, todos os cargos: 5,73 milhões de votações de candidato por município | nenhum voto de diferença fora dos 2 municípios com seção sem boletim; em municípios de MG e MS, 1–3 votos de legenda aparecem reclassificados no oficial, com total idêntico |
| 1º turno: soma dos BUs x oficial | idêntica nos 2.167 municípios já completos (votos no nº 28, candidato barrado, viram “nulo técnico” no oficial, como manda a regra) |
Urnas “perfeitas demais”
90% ou mais de comparecimento e 90% ou mais para um candidato.
515 das 559 de Lula com dados do 1º turno já eram assim no 1º turno.
Mais gente votando, mais Lula
Cidades onde as urnas com maior comparecimento deram mais votos a Lula.
Como foi feito
- Fonte: arquivos públicos do TSE em resultados.tse.jus.br/oficial/ele2026 (pleitos 3220 e 3221). Cada boletim de urna (BU) foi decodificado do formato binário ASN.1.
- A comparação 1º x 2º turno é feita na mesma urna (mesmo município, zona e seção), onde o eleitorado é praticamente o mesmo.
- “Liberados sem digital” vem do próprio BU: eleitores com biometria cadastrada que o mesário liberou manualmente.
- Hora do timelapse: hora de emissão gravada no BU, em hora local, convertida para Brasília pelo fuso do município. Exterior fica em hora local.
- Um sinal não é prova de fraude. Ele aponta onde olhar; compra de voto só se prova com investigação no local.
- Assinaturas digitais: verificadas criptograficamente (ECDSA P-521 e Ed521) em todas as 499.178 urnas do 2º turno; todas válidas. A cadeia até o certificado raiz do TSE não foi verificada.
- Integridade do log: o SHA-512 de cada arquivo de log está dentro do vota.vsc, que a urna assina. Conferi em 68 urnas (incluindo os 8 casos de voto perdido): 100% batem e a assinatura valida. Isso vale para o arquivo inteiro; os hashes de cada linha usam chave interna da urna e não são reproduzíveis fora dela.
- Chaves: a chave pública de cada urna vem dentro do certificado, no arquivo vota.vsc publicado. A chave privada é gerada e guardada dentro do módulo seguro da urna e não sai de lá — não está nos arquivos, por projeto. É por isso que a auditoria verifica assinatura com a chave pública, e não "pega a chave" da urna.
- Logs de urna: baixamos o logd.dat de 11.060 seções e contamos, em cada uma, as linhas “O voto do eleitor foi computado”. O log é escrito pela própria urna, com hora de cada voto, e vem no mesmo pacote assinado do boletim.
Refaça você mesmo
Todo o código e os resultados estão disponíveis para qualquer pessoa refazer a auditoria a partir dos arquivos públicos do TSE.
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